Rio de Janeiro / RJ - sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Púrpura Trombocitopenica

Púrpura Trombocitopenica Idiopática ou Autoimune

 

A Púrpura Trombocitopenica Idiopática é uma doença autoimune porque o organismo produz contra as próprias plaquetas anticorpos que vão ficar grudados nas membranas das plaquetas que são celulas sanguíneas produzidas pela medula óssea (tutano vermelho). A medula ossea também é a responsável  pela produção dos glóbulos vermelhos e dos g'lobulos brancos que são de  defesa no nosso organismo.
Mas o que nos interessa no momento é falar sobre as plaquetas já que  geralmente não há alteração nos glóbulos brancos ou vermelhos, a não ser  que a pessoa tenha um sangramento e pode ficar com anemia pela perda de  sangue.
 As plaquetas com o anticorpo grudado nas suas membranas circulam pelos vasos e quando passam  pelo baço, que é o nosso filtro de células , ele, o baço, não reconhece
 aquelas plaquetas como próprias e as retira da circulação para serem  destruídas por lá mesmo.
Aí quando a pessoa faz o exame da contagem de plaquetas elas vão estar em  número baixo. Se estiver muito baixo, geralmente abaixo de 30 000/mm3 pode levar a sangramento nasal, gengival ou se cortar ou levar um tombo pode apresentar sangramentos. As pernas principalmente vão apresentar pequenas pintas vermelhas, que os médicos chamam de petéquias. Essas pintas ocorrem porque as plaquetas funcionam no nosso organismo como se fossem rolhas dos buraquinhos que temos dentro dos vasos. Se não existem rolhas o  suficiente o sangue escapa e dá lugar as pintinhas. Quando há muitas pintinhas juntas ocorre a mancha roxa que pode estar presente no corpo todo, mas  ocorre mais nas pernas.
 A causa pode ser após uma virose, uso de algum medicamento, uma doença autoimune como o Lupus, que é mais comum em mulheres do que em crianças.
 Mais de 50% dos casos não se consegue chegar à causa por isso é chamada de idiopatica (idios= próprio; patos= doença), de causa desconhecida ou própria mesmo daquela doença.
 O tratamento depois que se tenta excluir as causas acima descritas consiste em duas alternativas: 1) a criança fica boa sozinha, sem nenhum remédio em mais ou menos duas semanas. 2) não melhora em duas semanas ou há muitas petéquias  e sangramentos, principalmente pelo nariz : o tratamento que geralmente se faz é o uso de corticosteróides.
 Se não houver remissão ,isso é, se não houve regressão da doença em 6 a 8 meses, geralmente 6 meses, a etapa seguinte é a retirada do baço, já que ele é o filtro que sequestra as plaquetas.
 Quando as plaquetas tem muitos anticorpos nas suas membranas elas são sequestradas não só pelo baço mas também pelo fígado. Nesses casos não se pode prever se a retirada do baço vai levar a aumento definitivo  da contagem de plaquetas.